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Dólar cai e fecha a R$ 5,45 após vitória democrata no Congresso dos EUA; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,64% nesta quarta-feira (4), cotado a R$ 5,4518. Já o Ibovespa, principal índice ...

Dólar cai e fecha a R$ 5,45 após vitória democrata no Congresso dos EUA; Ibovespa sobe
Dólar cai e fecha a R$ 5,45 após vitória democrata no Congresso dos EUA; Ibovespa sobe (Foto: Reprodução)


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,64% nesta quarta-feira (4), cotado a R$ 5,4518. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve alta de 1,23%, aos 167.563 pontos. O mercado reagiu à vitória democrata no Congresso dos Estados Unidos e acompanhou os sinais sobre o envio da medida provisória do Imposto Seletivo no Brasil. Investidores também aguardavam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para depois do fechamento dos mercados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A vitória democrata nas midterms dos EUA ficou no centro das atenções. Para os investidores, o avanço da oposição pode dificultar a aprovação de medidas do governo de Donald Trump sobre gastos públicos, impostos e regulação. ▶️ No Brasil, investidores aguardavam a decisão de juros do Banco Central, prevista para o fim da tarde. A expectativa é que o Copom mantenha a Selic em 13,75% ao ano e adote um discurso mais duro diante da piora do cenário de inflação e da maior pressão fiscal. ▶️ A reforma tributária também entrou no radar. O governo sinalizou que pretende prorrogar, em janeiro de 2027, a cobrança do IPI para setores que passarão a ser tributados pelo Imposto Seletivo, o chamado “imposto do pecado”. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,14%; Acumulado do mês: +0,14%; Acumulado do ano: -0,67%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --18,12% Acumulado da semana: -0,21% Acumulado do mês: --0,21%; Acumulado do ano: +4%. Eleições de meio de mandato nos EUA O Partido Democrata conquistou na madrugada desta quarta-feira (4) a maioria das duas casas do Congresso dos Estados Unidos. O resultado configura uma derrota histórica para o presidente republicano Donald Trump em meio às eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, realizadas na terça-feira (3). A legenda manteve suas cadeiras no Senado e avançou sobre vagas historicamente ocupadas por Republicanos. Os democratas elegeram 20 senadores, sendo sete de virada, e chegaram a 54 das 100 cadeiras da Casa até a última atualização desta reportagem. Eram necessárias 51 cadeiras para alcançar a maioria. Após a confirmação do controle democrata sobre as duas Casas, o presidente Donald Trump afirmou, em entrevista ao jornal americano "The New York Times", estar disposto a governar com os democratas. "Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados", afirmou. Segundo o americano, sua gestão deve buscar acordos com integrantes do partido adversário. "Vamos trabalhar com os democratas e esperamos colaborar com eles. Provavelmente chegaremos a algum entendimento", declarou. Dias antes, o republicano levantou dúvidas sobre a sua reação a uma eventual derrota ao afirmar que só reconheceria os resultados se as eleições "fossem limpas". LEIA MAIS Entenda por que as midterms podem mexer com dólar e juros no Brasil O que são as midterms Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta quarta-feira, conforme investidores avaliavam os resultados das midterms no país. O Dow Jones teve alta de 3,03%, enquanto o S&P 500 subiu 1,59% e o Nasdaq Composite avançou 1,48%. Entre os destaques negativos da sessão estavam os papéis da SpaceX e da Tesla, empresas do bilionário Elon Musk — que gastou quase meio bilhão de dólares para apoiar candidatos republicanos no Texas, estado que abriga as duas companhias. A queda dos papéis derrubou a fortuna de Musk em cerca de US$ 41,8 bilhões (R$ 229 bilhões) em um dia. "No geral, os resultados [das eleições] tiveram um impacto moderado nos mercados até o momento. Os investidores deixarão de negociar a incerteza dos resultados eleitorais e passarão a negociar a realidade do que eles significam para as políticas públicas", disse Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB, à Reuters. Segundo Brooks, os resultados acabam sendo uma notícia negativa para a Tesla e a SpaceX, já que pode colocar em dúvida uma possível fusão entre as duas companhias. "Embora o Congresso não possa impedir uma fusão, ele poderia retardá-la por meio de uma análise mais rigorosa", disse. "Musk investiu centenas de milhões no Partido Republicano antes dessas eleições, e podemos ver as ações ligadas a Musk em dificuldades agora que seus inimigos políticos recuperaram o controle do Congresso", completou. Na Europa, as bolsas da região tiveram alta generalizada na sessão. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 1,84%, atingindo a máxima em dois meses. Entre os demais índices locais, o DAX, da Alemanha, subiu 2,22%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 1,96% e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 1,79%. Na Ásia, as ações chinesas tiveram a maior alta em sete meses, conforme o resultado das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos deu aos investidores um pretexto para comprar papéis. O SSEC, Índice de Xangai, teve alta de 2,16%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, subiu 2,31%. Na Coreia do Sul, o Kospi valorizou 0,62% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 1,67%. No Japão, o Nikkei recuou 1,42%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels

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