Dólar sobe a R$ 5,14, com foco em política brasileira e preços do petróleo no exterior; Ibovespa cai
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (18), com um avanço de 0,11%, cotado a R$ 5,1440. Já o Ibovespa, ...
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (18), com um avanço de 0,11%, cotado a R$ 5,1440. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve queda de 0,41%, aos 185.229 pontos. No cenário doméstico, investidores seguiram avaliando eventuais impactos fiscais do reajuste do Bolsa Família, anunciado na véspera. O cenário político também esteve no radar, assim como a divulgação de novos dados econômicos. No exterior, a queda dos preços do petróleo ficou no centro das atenções. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O governo federal anunciou, na véspera, um reajuste de 15% no Bolsa Família. A notícia foi recebida com ressalvas por economistas, que viram a medida como eleitoreira e alertaram para possíveis impactos sobre as contas públicas, a inflação e os juros nos próximos anos. O governo também informou que novas medidas para enfrentar o endividamento das famílias estão em análise. QUANTO VOU RECEBER? Veja perguntas e respostas ▶️ Já no exterior, os preços do petróleo oscilaram nesta sexta-feira. Nesta semana, a Arábia Saudita teria se oferecido para enviar volumes adicionais da commodity por meio do Omã, o que ajudou a amenizar preocupações sobre uma possível interrupção do abastecimento. O barril do Brent, referência internacional, teve queda de 1,05%, cotado a US$ 103,72. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caiu 1,83%, a US$ 100,04 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,37%; Acumulado do mês: -0,69%; Acumulado do ano: -6,28%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -1,06%; Acumulado do mês: +4,40%; Acumulado do ano: +14,96%. Aumento do Bolsa Família Com o aumento, o benefício médio passará dos atuais R$ 675 para R$ 777. O reajuste valerá para os pagamentos que começam em 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais. Segundo o Ministério do Planejamento, o custo da medida será de R$ 5,8 bilhões neste ano. Para 2027, o impacto estimado nas despesas chega a R$ 22,7 bilhões. Desde que foi relançado pelo governo Lula, em março de 2023, o Bolsa Família não passava por reajustes. Anunciada em meio à corrida eleitoral, a decisão representa, segundo a equipe econômica, a reposição da inflação acumulada entre o início do governo e agosto deste ano. A equipe econômica de Lula nega que o reajuste tenha relação com as eleições de 2026. A medida deve beneficiar 19,3 milhões de famílias. "Creio que não [tem relação com as eleições]. Ficou claro que foi feito pelo esforço de cadastro. Precisávamos da clareza que temos espaço fiscal disponível. Identificamos e viemos dar a tranquilidade para o presidente que tínhamos capacidade [de reajustar]", disse o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. Apoiadores de Flávio já anunciaram que vão acionar a Justiça Eleitoral contra o reajuste. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street fecharam mistos nesta sexta-feira, conforme investidores monitoram os preços do petróleo e a alta de rendimentos dos Treasuries (títulos do Tesouro americano). O Dow Jones caiu 0,22%, enquanto e o S&P 500 e o Nasdaq Composite tiveram altas de 0,12% e 0,35%, respectivamente. Na Europa, os mercados tiveram queda generalizada nesta quinta-feira, puxada por ações dos setores automotivo e de telecomunicações. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 1,1%, para 635,45 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 1,60%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 1,49% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 1,45%. Na Ásia, a maioria dos mercados acionários fechou em alta nesta sexta-feira, conforme investidores seguem em compasso de espera pela reunião entre os presidentes da China e dos Estados Unidos, prevista para a próxima semana. A notícia de que o Banco do Japão elevou a taxa básica de juros do país também ficou no radar. O SSEC, índice de Xangai, ganhou 0,94%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 1,06%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,60%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, subiu 1,38% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 2,66%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters
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https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/09/18/dolar-ibovespa.ghtml