Ibovespa dispara 2,7% e dólar recua a R$ 5,17 com expectativa de fim da guerra no Oriente Médio
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa disparou 2,71% nesta terça-feira (31), aos 187.462 pontos. Ainda assim, o principal índice da bo...
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O Ibovespa disparou 2,71% nesta terça-feira (31), aos 187.462 pontos. Ainda assim, o principal índice da bolsa brasileira encerrou o mês em queda de 0,70%, refletindo os efeitos da guerra no Oriente Médio. O dólar, por sua vez, recuou 1,31%, cotado a R$ 5,1787, e terminou o mês em alta de 0,87%. Ao longo do dia, investidores monitoraram os desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. O sentimento foi de maior otimismo com o possível fim do conflito, após notícias de que o presidente Donald Trump avalia encerrar a guerra mesmo com o Estreito de Ormuz fechado. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Outro fato chamou a atenção do mercado: aeronaves americanas sobrevoaram o Irã com bombardeiros B-52 pela primeira vez desde o início do conflito. Na prática, a ação sugere um enfraquecimento das defesas iranianas. ▶️ Enquanto isso, ofensivas ainda foram registradas. O Irã atacou um petroleiro próximo a Dubai nesta terça-feira, mesmo após Trump afirmar que os EUA poderiam destruir usinas de energia iranianas caso o país não avance em um acordo de paz. ▶️ Os preços do petróleo recuavam por volta das 17h (horário de Brasília). O barril do Brent caía 3,32%, a US$ 103,83, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 1,46%, a US$ 101,38. ▶️ Nos EUA, o relatório JOLTS mostrou que havia 6,882 milhões de vagas de trabalho abertas em fevereiro, número ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, de 6,918 milhões. ▶️ No Brasil, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira mostraram que a economia brasileira gerou 255,3 mil empregos formais em fevereiro, segundo o Ministério do Trabalho. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,20%; Acumulado do mês: +0,87%; Acumulado do ano: -5,65%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +3,25%; Acumulado do mês: -0,70%; Acumulado do ano: +16,35%. Sinais da guerra Donald Trump disse a assessores que está disposto a encerrar a guerra contra o Irã mesmo com o Estreito de Ormuz fechado. As informações foram reveladas pelo jornal "The Wall Street Journal" na segunda-feira (30), com base em relatos de autoridades. Segundo a reportagem, nos últimos dias, Trump e conselheiros avaliaram que uma operação para reabrir totalmente a rota marítima — por onde passa grande parte do petróleo mundial — prolongaria o conflito além do prazo de seis semanas prometido pelo presidente. O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã tem pressionado os preços do petróleo e afetado diversos setores ao redor do mundo. O impacto pode prejudicar a economia dos Estados Unidos em um ano de eleições para a Câmara e o Senado. Diante disso, Trump teria afirmado que os EUA devem focar nos principais objetivos da guerra: enfraquecer a marinha iraniana e reduzir a capacidade de mísseis do país. A partir daí, os ataques seriam reduzidos, em uma tentativa de pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz. Já nesta terça-feira, os EUA anunciaram que sobrevoaram o Irã pela primeira vez desde o início da guerra com bombardeiros B-52. As aeronaves têm capacidade nuclear e são consideradas a "espinha dorsal" da força de bombardeiros estratégicos americanos. As informações foram reveladas primeiro pelo jornal The New York Times. A ação no espaço aéreo iraniano sugere enfraquecimento das forças do Irã, já que esse tipo de aeronave, apesar de potente, é mais vulnerável a sistemas de defesa antiaérea. Segundo o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, os B-52 devem ser usados para bombardear cadeias de suprimentos que abastecem instalações de construção de mísseis, drones e navios do Irã. O objetivo das Forças dos EUA é impedir que o país reponha munições usadas na guerra. Mercados globais Em Wall Street, os mercados fecharam em alta. O Dow Jones avançou 2,49%, o S&P 500 teve alta de 2,91% e o Nasdaq disparou 3,83%. Na Europa, os principais índices também avançaram. O FTSE 100, de Londres, subiu 0,48%. Em Paris, o CAC 40 avançou 0,57%, enquanto o DAX, de Frankfurt, registrou alta de 0,52%. Na Ásia, o desempenho foi mais fraco. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,2%, enquanto o índice composto de Xangai caiu 0,8%. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 caiu 1,6%, para 51.063,72 pontos, eliminando os ganhos acumulados desde o início do ano após as perdas registradas desde o começo da guerra, em 28 de fevereiro. Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 4,3%. Entre outros ativos acompanhados pelos investidores, os preços dos metais também subiam. O ouro avançava 0,6%, para US$ 4.584,10 por onça, e a prata subia 3,7%, para US$ 73,17 por onça. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar vive disparada nos últimos dias Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo
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https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/03/31/dolar-ibovespa.ghtml